O filme que não precisava de um livro

19 de janeiro de 2016

Ano passado eu resolvi comprar o livro Simplesmente Acontece (Love, Rosie), porque tinha visto o trailer do filme que seria lançado e me interessei. Comecei a leitura e achei meio estranha a narrativa... talvez a tradução tenha ficado meio tosca nas conversas de e-mail entre as personagens. Apesar disso, continuei firme até o final.


Trata-se da história de Rosie e Alex, dois amigos que cresceram juntos e que gostam um do outro, mas que ficam enrolando pra se declararem. Ao invés de serem objetivos, ficam com vários medos e inseguranças e preferem acreditar em suposições. A vontade que dá é de chacoalhar esses dois pra ver se eles acordam pra realidade, porque de uma coisa eu sei: a vida é complicada, mas o ser humano tem o dom de complicá-la mais ainda. 

Eu juro que esperava algo a mais daqueles dois dias que passei lendo a trama. O contexto, no geral, me lembrou bastante "Um Dia", do David Nicholls - que é um dos meus livros favoritos -, só que de um jeito mais mal escrito. Se outra pessoa tivesse escrito, talvez o objetivo da história teria sido alcançado.

Apesar de ter 448 páginas, o livro inteiro é feito em cartas, então a leitura flui mais rápido. Não gostei disso, porque parece que ficam buracos imensos na história e a gente fica meio "pera, como assim, já passou tudo isso de tempo? mas e o que aconteceu antes??". Senti falta de um narrador que nos contasse algo a mais do que a Rosie e o Alex gostariam de mostrar.

ISBN: 9788581636696
 Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
★★★

Onde comprar: Saraiva | Submarino | Livraria Cultura

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Dia desses, eu estava viajando pelo Netflix e vi que o filme de mesmo nome estava disponível pra assistir. Relutei um pouco, mas resolvi dar uma chance. E não é que gostei? Cara, que filme fofo! O modo como a mesma história me foi contada, através daquela fotografia incrível, me deixou tão feliz. Dei 5 estrelas pra ele no Filmow. Para assistir ao trailer, clique aqui

Isso me leva à conclusão de que uma história pode ser incrível, mas se for mal contada, perde a graça. Essa conclusão serve tanto para livros, como para filmes. É como uma aula de história na escola: se o professor não souber conduzir a sala, o assunto se perde e se torna chato.

Por mim, Simplesmente Acontece seria apenas um filme, desses que a gente assiste pra ficar felizinho em tardes chuvosas. Como não curti o livro e só gosto de guardar os que me agradaram, eu vou enviar o meu pra quem tiver interesse (só peço que paguem o frete!). Não pretendo fazer sorteio, nem nada. Quem se interessar primeiro, me manda inbox no facebook e a gente conversa! 

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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