Diário de estudante #07

10/07/2014

Antes de mais nada, quero pedir desculpas por não ter postado o diário de estudante do mês passado. Acontece que eu tive uma ideia de gravar o Tadeu contando as experiências dele com o vestibular e a gente teve que apagar o vídeo (pra caber uma matéria que ele ia gravar). Já combinamos que ele vai fazer o favor imenso de gravar isso lá no Rio de Janeiro mesmo e me enviar.

Ontem, eu estava aqui descabeladíssima, daí deu vontade de gravar. Fico feliz que essa ideia de acompanhar minha rotina de estudos tenha inspirado tanta gente. Hoje já tenho um fã clube com 4000K membros e gostaria de agradecer a todos pelo carinho e por pagarem os 300 mensais. Meet and greet confirmado pro final do mês, galeraaaaaa!

Sério, muito obrigada a todo mundo que comentou sobre os vídeos anteriores. Quando criei o diário de estudante, lááá em janeiro, não sabia que ia inspirar alguém de verdade, sabe... Algumas pessoas me mandaram mensagens super fofas falando que eu animei elas e que por causa do Pe-dri-nha elas estão estudando, montaram uma rotina, seguiram meus conselhos... Isso é gratificante DEMAIS. Acho que esse é o pouco que eu faço pra mudar o mundo. Não dá pra mudar tudo (só se explodir e criar de novo, e mesmo assim...), mas atingir a vida das pessoas de maneira positiva me faz um bem danado!

LEIAM ESSA PARTE: Vamo fazê o seguinte? Deixem perguntas aqui nos comentários (ou no youtube, facebook, carta, telepatia, etc) sobre o diário de estudante. Qualquer dúvida estarei respondendo. Se quiserem fazer perguntas sobre outras coisas também vou responder (menos meu peso, abçssss).

Curtam o vídeo e se inscrevam no canal, pois tenho que quitar meu rack das Casas Bahia com o lucro dos views.



De uns dias pra cá, comecei a estudar de um jeito diferente. Não tô seguindo horários britanicamente. Como eu não estou trabalhando (tô procurando emprego porque preciso juntar uma grana, aliás, então por favor, me deem um) e como eu já me formei na escola, fica tranquilo pra eu montar minha "rotina". 


COMO EU TÔ ESTUDANDO?

Escolho uma matéria pra estudar durante a tarde, mas ao invés de ficar lendo teoria, já vou direto pros exercícios. Isso é bom porque não fica cansativo e a gente fica mais direcionado. É bacana pegar exercícios do vestibular que você quer prestar, pra ter uma ideia básica de como ele funciona e tal. Uso as apostilas do objetivo que eu encontrei lá no Educafro (cursinho pré-vestibular que eu frequento), mas dei dicas no vídeo de como você pode fazer pra conseguir seu material.

Quando dá umas 18h e pouco, vou pro Educafro, mas não todo dia. Tem dia que vou ao cinema (um baratíssimo que tem aqui em Santos), vou pra aula de teatro assistir meu amigo fazer a aula, fico aqui em casa mesmo, enfim, não tem algo certo

Se eu saio de casa pra algum desses lugares, volto sempre umas 22h e pouco, 23h no máximo. Aí eu como alguma coisa, fico na internet, e lá pra meia noite eu começo a estudar outra matéria, no mesmo esquema. Caso eu esteja bem empolgada com algum assunto, estudo a mesma coisa à tarde e de madrugada.

Como não faço nenhum exercício e a grana tá curta, tô usando bastante a bike do meu pai. Até pra aula eu to indo de bicicleta e tá sendo muito bom. Já fica a dica pra você que é meio sedentário que nem eu. Não adianta a gente estudar 23h por dia, comer qualquer besteira o dia inteiro, engordar 20kg, ficar anêmico e passar na USP, galera. 

Já avisei meus amigos que sexta-feira à noite eu não tenho vida social, porque sábado eu passo o dia todo no Educafro. De 15 em 15 dias eu dou aula de biologia (já falei disso aqui) e fico lá das 8h às 20h estudando, comendo, dormindo no sofá da secretaria, rindo, conversando, marcando rolê, enfim, é meu dia favorito na semana.
Pra quem não conhece, o Educafro é um projeto de cursinho pré-vestibular social, com uma pegada do movimento negro. Tem no Brasil todo, então dá uma olhada aí pra ver se tem algum núcleo na sua cidade. Entrei lá com 16 anos e tô até hoje, com 47, 3 filhos, phD. 

minha tchurma no sábado que o Brasil jogou. 
a gente assistiu o jogo gritando, daí a tv pifou e a gente correu pro bar pra ver os pênaltis hahahaha

estudando história em grupo, ao ar livre (só faltou o grupo na foto, uhu)

Depois de tantos anos estudando sem parar, parece que eu finalmente encontrei um jeito bacana pra fazer isso. Sabe, sem me estressar, nem ficar apavorada. Às vezes eu fico me zoando, falando que não quero fazer o 5º ano de educafro porque já tô pós graduada lá, mas sei que se eu não conseguir passar esse ano, o pessoal lá vai me receber com abraços esmagadores, como sempre fizeram. 

Vou ficar chateada se não conseguir entrar, porque vou ter que adiar o sonho de sair de casa, mas não é algo que está me deixando doente, como na época da escola, quando eu tirava nota ruim. Agora eu sinto que estudar é uma coisa normal. Não tenho que abrir mão de todo o resto pra ficar com a cara enfiada nos livros. É tudo questão de o mínimo de organização e dedicação (tudo isso depois de alguma dose de inspiração, claro). 

Aprendi que às vezes compensa muito mais eu assistir a um filme do que quebrar a cara com matemática, porque depois volto mais animada pra achar o bendito do X. Vi que dormir até tarde não é nenhum crime, já que fico até tarde estudando. 

Vejo gente que se dedica o ano inteiro, 24h por dia, ao vestibular, não tem tempo nem pra pentear o cabelo, vive em crise, tudo por causa de uma ou outra prova... e eu fico pensando se isso faz sentido. Não quero viver só depois que entrar numa universidade, cara. Minha vida tá aqui e eu não sei até quando. Estudar é apenas uma das coisas que eu faço no meu dia e eu venho tentando fazer desses estudos coisas que me façam feliz.

Estudar fora de casa, mudar os ares, juntar um grupo pra tomar um café e conversar sobre alguma matéria, ver vídeo aula, ir pra aula e debater algum tema, resolver um exercício e ver que tá certo... são coisas que eu considero pequenos prazeres da vida. Desculpa sociedade, mas aprendi com a Amélie Poulain. 




Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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