Nem tão Extraordinário assim

17 de março de 2014

(eu cheirando livro, como de costume)

Antes que vocês me ataquem com uma bazucona do Call of Duty: Black Ops II, depois de ler o título do post de hoje, eu peço que leiam a resenha até o fim.

Ontem eu fiz uma pequena batalha de resenhas lá na Página do Facebook entre Memórias de um Sargento de Milícias e Extraordinário e este ganhou (obrigada aos que votaram ♥). Atendendo aos pedidos, cá estou eu, pra contar procês o que eu achei desse livro de capa tão atraente. 


No final do ano passado, minha vó me deu dinheirinho de presente e eu, como já queria esse livro há muito tempo, fui até a Livraria Realejo (esse lugar é maravilhoso), aqui em Santos, e me dei essa fofura de presente.  

Pra não perturbar vocês com uma sinopse repetitiva, já que muitos blogueiros já resenharam esse livro, apenas saibam que se trata da história de Auggie, um garoto de dez anos que nos conta como é viver com o rosto deformado, graças a alguns probleminhas com seus cromossomos, que resultaram na "Síndrome de Treacher-Collins".

Logo no começo, a gente já sabe qual é a visão de Auggie perante seu problema físico. Fazendo uma leve comparação com a Hazel Grace, de A Culpa é das Estrelas, notei grande diferença no modo como ambos lidam com as suas doenças. A Hazel é irônica, zoa dela mesma, enquanto o Auggie se encolhe dentro do seu mundo e se fecha pra tudo o que é exterior a ele. Percebemos isso logo na primeira página:

Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão. 

A princípio, nós mesmos nos assustamos com a ideia que criamos da imagem do Auggie, o que mostra o quanto a gente ainda precisa evoluir, mas depois a gente pega na mãozinha dele e vai acompanhando a jornada que ele trilha para se aceitar do jeito que é. A gente entra numa escola nova junto com ele (a primeira escola da vida dele), tenta fazer amizades, tenta agir naturalmente e ignorar comentários destrutivos. Se ele se aceita? Não vou contar, mwwwwhaha!

São 313 páginas ao todo, mas capítulos são bem curtinhos e a leitura fluiu bem rápido, principalmente porque eu amo histórias que contém fatos mais cotidianos, narrados com simplicidade. Não curto muito fadas e dragões (comentei isso no meu último vídeo). 


O livro é separado em algumas partes e, em algumas delas, outros personagens viram narradores. No começo de cada uma, há um rascunho de como as personagens são e um trecho de música/livro. Fotografei essa (foto acima) porque Space Oddity, do David Bowie, é uma das músicas mais lindas do planeta. Clique aqui pra ouvir. 

Apesar de todos esses aspectos, que eu julgo serem positivos, eu não me apeguei tanto ao livro. É sim uma história emocionante, cativante, delicada, bonita, realista, mas eu não consegui me apaixonar de verdade por ela, entendem? A cena do Halloween na escola (vocês vão saber quando lerem) me comoveu muito (e ao mesmo tempo me deu vontade de espancar algumas personagens), mas não cheguei a chorar como chorei lendo Quem é você, Alasca? ou A Menina que Roubava Livros. Não foi tão extraordinário quanto eu esperava, mas ainda sim é um livro que eu me orgulho em indicar pra vocês.



Aí vai um dos trechos citados no livro: uma música linda de uma voz maravilhosa, que retrata demais a história que eu contei pra vocês hoje. 


Alguém já leu o livro?

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Um recadinho: quero levar o blog um pouco mais a sério do que venho levando. Mesmo estudando que nem uma doida, gostaria de continuar me dedicando a esse cantinho, então já me organizei pra postar coisas bacanas por aqui essa semana. Ah, visitem o blog do Cassio porque tem vídeo novo! 


Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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