A Menina que Roubava Livros

7 de agosto de 2013

. EIS UM PEQUENO FATO . 
Você vai morrer.


Demorei pra resenhar esse livro, né? Acontece que, quando a gente realmente se apaixona por uma leitura, fica mais difícil escrever uma resenha à altura dos seus sentimentos. E, vem cá, convenhamos... Se o Roberto Carlos não conseguiu expressar o amor que sentia, como eu conseguiria? 

Minha vó me deu o livro há 3 anos, depois que eu me joguei no chão da sala e comecei simular um terremoto, babando que nem cachorro com raiva. Foi no dia em que eu achei um exemplar à venda numa revistinha da Avon por R$19,90 (isso mesmo, minha gente, apenas dezenove e noventa). Vovó, sempre me amando muito, encomendou o livro e ele chegou lindo e saudável aos meus braços no mês seguinte.

(livros sem orelhinhas e capas amassadinhas não são livros da Manie)

A primeira impressão que tive foi: esse livro parece ser incrível, mas as letras são miudinhas e eu vou terminar de ler  só quando construírem a ponte Santos-Guarujá. 

Segunda impressão: trem, morte, livro na neve, menina, coveiros, ai, que confusão, tô entendendo nadaçabagaça

Até que, no começo de 2013, abri o livro novamente e comecei a viajar nas páginas. Li com calma, absorvendo tudo o que pude da leitura e pedi o livro em casamento. Hoje temos 2 filhos e, tá parei.


A Menina que Roubava Livros é narrada pela morte. Não aquela com capuz preto e foice, mas uma morte mais realista, que não se apresenta cordialmente, pois afirma: "(...) Você me conhecerá o suficiente bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu e erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente."

A morte narra a caminhada de Liesel Meminger, uma garotinha, inicialmente, de 9 anos de idade, que tem sua vida mudada em uma viagem de trem. O pano de fundo é a Segunda Guerra Mundial na Alemanha junto ao massacre de judeus, que é um dos temas que eu mais me interesso, tanto em livros, como em filmes e documentários. 


Liesel cresce com uma nova família, Rosa e Hans Hubermann, totalmente opostos um do outro. Rosa, áspera e grosseira, não tem paciência pra aturar ninguém (isso é um fato). Já Hans é um pai amoroso, que dá vontade de guardar num potinho, sabe? É com ele que Liesel aprende várias coisas sobre a vida, inclusive sobre o momento histórico que vivia. Além do pai, Lisel mantém uma grande amizade com o vizinho Rudy Steiner, um menininho que um dia sonhou em ser o corredor negro norte-americano Jesse Owens, ignorando toda a história que seu país vivia (é um dos meus personagens literários favoritos, fala sério! Adorável esse garotinho).

"É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
Uma menina
Algumas palavras
Um acordeonista
Uns alemães fanáticos
Um lutador judeu
E uma porção de roubos". 


Por que roubar jóias quando se pode roubar livros? Dá quase no mesmo, pois considero livros tão preciosos quanto qualquer pedra de brilhante e tenho certeza de que Liesel concordaria comigo. Durante a narrativa, vocês vão compreendendo o título do livro em uma viagem eternamente memorável. 

A Menina que Roubava Livros está no ranking das minhas leituras favoritas, porque me acompanhou durante muito tempo até eu terminar de ler. É como aquela criança que pede um doce pra mãe, sabe? Não cessa antes de ganhar. Pois é, esse livro não parou de me perseguir até o momento em que eu virei a última página. 

Se você não leu, por favor, leia! É um pedido que eu faço a todo ser humano que gosta de ler. Você vai sonhar, se emocionar, rir e amar. Confie em mim.

Alguém já leu?

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Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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